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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Papai Noel dos Correios 2010 - Adote uma cartinha!

Realizada há mais de 20 anos, o Papai Noel dos Correios é uma das maiores campanhas sociais natalinas do Brasil. Distribuir presentes não é meta institucional da campanha; a principal preocupação é responder aos remetentes das cartinhas endereçadas ao Papai Noel e promover a mobilização dos Correios e da sociedade em torno dos sonhos das crianças brasileiras. A disseminação, em todo país, de valores natalinos como amor ao próximo, solidariedade e felicidade é o principal benefício conquistado graças à vontade dos mais de 108 mil empregados e à solidariedade da sociedade brasileira.

SEJA UM AJUDANTE DO PAPAI NOEL
 Os ajudantes do Papai Noel são as pessoas interessadas em apoiar na leitura das cartas. Ler, cadastrar informações e separar são as principais atividades desenvolvidas nesta etapa. É uma atividade não-remunerada, uma ação voluntária que já se realiza há mais de duas décadas. O Papai Noel vai adorar a sua ajuda, pois em 2009 foram quase dois milhões de cartas recebidas em todo país. Como participar:
  • Entre em contato com a Diretoria Regional dos Correios do seu Estado (VER ABAIXO);
  • Faça uma visita e conheça o trabalho;
  • Estabeleça um tempo fixo para ajudar na leitura das cartas. Não precisa ser muito tempo, mas freqüência é fundamental.
 ADOTE UMA CARTINHA
 Os padrinhos são pessoas, empresas ou entidades interessadas em adotar cartas, ou seja, presentear as crianças com seu pedido de Natal.O Papai Noel vai adorar a sua ajuda, pois em 2009 foram quase dois milhões de cartas recebidas em todo país. Desse total, por meio da campanha, foram 413.602 presentes entregues.Como participar:
  • Entre em contato com Diretoria Regional dos Correios do seu Estado (VER ABAIXO);
  • Escolha as cartas que irá apadrinhar;
  • Entregue os presentes no local e na data estabelecidos pela Diretoria Regional dos Correios de seu Estado.
  • (O presente deve estar acondicionado em embalagem bem resistente).
CRONOGRAMA
  • Recebimento e adoção de cartas, envio de resposta às crianças e entrega dos presentes pelos Correios: 04/10/2010 a 17/12/2010
  • Lançamento nacional da campanha: 05/11/2010
  • Encerramento nacional da campanha: 20/12/2010

 CONTATOS DO PAPAI NOEL DOS CORREIOS 2010

Para informações sobre a campanha em seu Estado, entre em contato com uma regional.
DR Telefones
ACRE (68) 3222-8066
ALAGOAS (82) 3216-7390 / 3216-7024
AMAZONAS (92) 3621-8410
AMAPÁ (96) 2101-7202
BAHIA (71) 3346-8092
BRASÍLIA (61) 3307-3554/3307-1258
BRASÍLIA (61) 3307-3554/3307-1258
CEARÁ (65) 3255-7260
ESPÍRITO SANTO (27) 3331-2319  

Participe da campanha e viva a magia natalina!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Weslin Roriz: chegamos ao fundo do poço!

Reproduzindo excelente texto recebido por e-mail.

Weslian, 1m70 de altura, 76kg de peso e 67 anos, é a faceta sem graça, a cara do escárnio, o lado mais debochado a que chegou a política em Brasília, a capital de 190 milhões de brasileiros, supostamente o centro mais esclarecido de uma multidão de 135 milhões de eleitores.

 
Da família Roriz, grife de um clã político que governou o Distrito Federal em quatro mandatos, num total de 14 anos, Weslian fez sua retumbante e tardia estréia nas eleições de 2010 na noite de terça-feira (28), no debate da Rede Globo com os candidatos a governador, quando faltava menos de uma semana para o pleito de 3 de outubro.

Weslian entrou no jogo eleitoral pela porta dos fundos: foi apontada na sexta-feira (24) pelo marido, o ex-governador Joaquim Roriz, que na véspera viu o Supremo Tribunal Federal empacar (5 votos contra 5) no julgamento em que ele tentava escapar dos efeitos sanitários da Lei da Ficha Limpa, que cassou Roriz por envolvimento e renúncia em um escândalo de corrupção.

Com o cálculo político da esperteza, Roriz imaginou enganar a lei e iludir os eleitores trocando seis por meia dúzia. Renunciou preventivamente e botou no lugar a mulher, dona Weslian, uma simplória dona de casa, companheira de 50 anos de casamento e dedicada a obras de cunho social e benemerente. Assim, mantinha o nome Roriz na tela de votação e o número da coligação, o que reviveu o mote de um antigo seriado de TV: o ‘Casal 20’.

A frieza de carrasco de Roriz ficou evidente no debate da Globo, quando expôs a mulher a um dos mais sórdidos espetáculos de auto-imolação já encenados na política brasileira.
Weslian, coitada, surgiu no estúdio, patética e apatetada, tentando interpretar o papel que o marido lhe empurrou, goela abaixo, exibindo toda a fragilidade de um projeto político esfacelado pelo advento da Lei da Ficha Limpa. Honrada e despreparada, Weslian tropeçava na gramática, no raciocínio, no noviciado e na improvisação, trocando perguntas, confundindo candidatos e espantando a grande maioria dos 1,8 milhão de eleitores da capital brasileira.

Não soube nem mesmo administrar as dezenas de folhas, perguntas e respostas preparadas pela assessoria de Roriz, perdendo minutos preciosos tentando localizar a ‘cola’ salvadora. Não conseguiu nem mesmo usar, na plenitude, o tempo precioso reservado às perguntas e respostas. Não se fazia entender na hora de perguntar, não conseguia compreender a questão na hora de responder. Ao tentar responder uma pergunta sobre ‘transporte público’, dona Weslian lembrou que o candidato do PT, ex-comunista, não acreditava em Deus e devolveu com uma pertinente questão: “O senhor é contra o aborto?”.

Foi uma das cenas mais constrangedoras e pungentes de toda a campanha eleitoral de 2010, em qualquer quadrante do Brasil.
O desamparo e o abandono de dona Weslian, jogado às feras da política pelo marido impiedoso e insensível, desatou uma imprevista corrente de piedade para com a inesperada candidata, filha de um rico fazendeiro de origem libanesa que pastoreava o cerrado do Planalto no quadriláteiro que, anos depois, JK, Lúcio Costa e Oscar Niemeyer demarcariam para encravar a futura capital brasileira. Misericordiosos, os três candidatos adversários – do PT, PSOL e PV – fizeram perguntas entre si, poupando a criatura de Roriz, que tropeçava em seus papéis, em suas frases, em suas idéias inacabadas.

Weslian, cristã e católica fervorosa, invoca sempre Deus e Nossa Senhora, lembrando que acompanhou de perto a vitoriosa carreira do marido. “Ele sabe administrar uma fazenda como ninguém”, confessou no debate, fazendo uma involuntária metáfora sobre o estilo que o Casal 20 agora evoca nos últimos momentos do programa eleitoral de rádio e TV, com seu lema de campanha: “Weslian vai trazer de volta o jeito Roriz de governar”.
Mais do que a fraude explicitada pela manobra esperta do marido, Weslian encarnava, no estúdio refrigerado da Globo, o personagem ridículo e subalterno que joga no chão a política brasiliense. Uma proeza nada desprezível para uma cidade que já viu desfilar figuras inusitadas, folclóricas, divertidas ou lamentáveis como Fernando Collor, Cacique Juruna, Severino Cavalcanti, Paulo Maluf, Clodovil, Roberto Jefferson, Agnaldo Timóteo, José Roberto Arruda e o próprio marido de Weslian, o implacável Joaquim Roriz.

Não existem evidências de que Joaquim Roriz inveje o quociente intelectual ou a vestimenta colorida de ‘Tiririca’. Mas a desastrosa aparição de Weslian na corrida eleitoral e no debate da Globo reforçam a suspeita de que Joaquim Roriz vê os habitantes de Brasília com o nariz vermelho de palhaços, como aqueles que acreditam que “a política, pior do que está, não fica”. Com a ajuda do ex-governador, sabe-se, sempre poderá ficar.

No domingo, dia 31/10, os eleitores conscientes da capital brasileira terão a chance de devolver esta piada sem graça, cravando seus votos em quem merece.

Não precisam nem eleger o macaco ou o rinoceronte. Basta repudiar a fraude.

Luiz Cláudio Cunha é jornalista, eleitor em Brasília e não vota em palhaço